Se te pareço ausente, não creias:
hora a hora minha dor agarra-se aos teus braços,
hora a hora meu desejo revolve teus escombros,
e escorrem dos meus olhos mais promessas.
Não acredites nesse breve sono;
não dês valor maior ao meu silêncio;
e se leres recados numa folha branca,
Não creias também: é preciso encostar
teus lábios nos meus lábios para ouvir.
Nem acredites se pensas que te falo:
palavras
são meu jeito mais secreto de calar...
Lya Luft
6 de jun. de 2010
30 de mai. de 2010
Sonho de Valsa
Hj ganhei uma caixa de bombons sonho de valsa, bateu uma nostalgia daquelas...
Boas lembranças, saudosas lembranças minhas...
Tempo em que existia em mim um romantismo gigantesco, quase surreal.
Doce memórias dos bailes nas casas dos vizinhos, dançar coladinho, face to face...Era época de sonhos adolescentes ingênuos e por si só mágicos...
Quantas memórias que se atropelam para entrar neste momento no palco de minha mente...Brincadeiras de esconde-esconde, somente para 'esconder' ao lado do amado, noites sentadas na calçada de casa, rodeada de amigas, falando, sonhando com os namoradinhos... Época boa, de puro lirismo...
Quantas reminiscências que me chegam, ainda vívidas, posso sentir o cheiro, a sensação do toque...
Ups, e com isto ja se foram quatro bombons...Dieta ja era!
Mas pelas boas recordações, vou me 'perdoar' e comer mais um... 17 de mai. de 2010
Ai, ai, minha bolsa!
Uma semana radiosa e sem atropelos
é o que desejo para mim e para todos.
é o que desejo para mim e para todos.
Na semana que passou tive um problemão daqueles, acredita que perdi meu pen drive( ferramenta que tem tds meus bens necesários da web hahah), canetas, moedas e a chave de casa(tenho cópias).
Meo Deus, fui a loucura fiz até promessa(!)para encontrar e nada, veio terça, quarta, quinta, sexta feira e nada de aparecer..
Casa revirada, surto de raiva, depressão, e um stress fenomenal.
Já conformada, com a situaçao, peguei o USB modem da Vivo, um pequeno pen drive que me conecta na net, coloquei na bolsa e fui para o trabalho perdida(0.o) em meus pensamentos...
Eis que chegando vou conectar meu notebook, cadê o modem???
Só pode ser um complô contra a minha pessoa, mas que mer$#!!!!!Teria sido um esquilo, rato afff...que ódiooooo já estou até delirandoo...
Às vezes tenho a impressão que minha bolsa é um buraco negro.
Tudo que entra nela some!
Tudo que entra nela some!
Ao chegar em casa a noite, decidi trocar a bolsa porquê no outro dia teria que ir a Bancos e queria ir com a minha nova bolsa
( ups, esqueci de dizer:AMO bolsas, tenho mtas)...
( ups, esqueci de dizer:AMO bolsas, tenho mtas)...
Jogando todo conteúdo da bolsa sobre a cama e começando a arrumar a outra eis q ouço um barulho esquisito, cumé que é?????????????????
Virei, revirei e nao vi nada no fundo....
Que estranho caramba!
Que estranho caramba!
Faltava abrir os bolsinhos de celular, moedas...
Mas o que é istoooooooo?
Mas o que é istoooooooo?
Um buraco, famigerado buraco, mas de tamanho pequeno,
daqueles que nem notamos e por lá passavam moedas, chaves e meu pendrive!
daqueles que nem notamos e por lá passavam moedas, chaves e meu pendrive!
Aff, na pressa do dia a dia, você abre o zíper do bolsinho coloca o ítem e fecha, no automático mesmo.
E quanta dor de cabeça e mau humor senti nesta última semana e tudo por causa deste rasguinho, mínimo, ínfimo e tão devastador...affff, hahah
Agora vou obrigar-me a 'escarafunchar' sempre estes bolsinhos buracos negros.
...Hahah, boa semana para todos...
A minha será maravilhosa,
A minha será maravilhosa,
eu sei!!!
5 de mai. de 2010
Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois...
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceitao outro como ele é.
Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar sintomas com pessoas distantes, com amigos a quem não vemos, com amores latentes, com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente, porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas que as tem.
Por prescindir do tempo e ser a ele superior, a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós, para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau, porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir restituir o clima afetivo de antes, é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas, plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças, é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou, sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.
**Artur da Távola**
1 de mai. de 2010
O que eu mais quero
O seu calor ,
me invade a todo instante.E aquela dor ,
de não querer deixar você partir.
Mesmo sabendo que você aqui seria um erro.
Mas vou deixar ,
a calma desse instante me levar.
Pra um lugar dentro de você ,
que o mundo nunca irá saber que é da gente.
O amor que você faz é o mais bonito.
Cada sonho com você é infinito.
Feche os olhos deixa eu ver a sua alma e seu prazer.
Você é o que eu mais quero ,
de tudo o que eu não posso ter.
Se é assim ,
seu jeito de viver dentro de mim.
Deixa eu apenas te lembrar ,
que vou sempre te levar em pensamento.
E com você ,
não há dor nem sofrimento é só prazer.
E eu quero me deixar levar ,
por sua boca e seu olhar pro firmamento.
26 de abr. de 2010
A decepção
Porque nos decepcionamos com uma pessoa, com um acontecimento, com uma situação, com a vida?
A decepção é um sentimento tão frustante, talvez seja das sensações que mais me entristece, me deita abaixo, me impede de continuar, me bloqeia.
Será que criamos expectativas altas demais? Ou será que as expectativas eram normais, próprias e adequadas, mas a decepção teimosamente nos bate à porta?
Será um problema de ansiedade, de querermos que tanto se realize, que tanto aconteça?
Será que somos exigentes demais, e exigimos dos outros, coisas que nem nós próprios sabemos fazer?
Será que uns são mais atreitos a decepções que outros?
Será que uns, nem percebem a decepção não lhe dando a importância que outros lhe dão?
Será que as decepções só acontecem aos emotivos? Aos frágeis? Aos corajosos? Aos exagerados? Aos idiotas?
E acordar depois de uma decepção?
Acordar para a Vida, acordar para o Dia, pôr os pés fora da cama, levantar o corpo, calçar qualquer coisa para começar a pisar o chão, a terra, olharmo-nos no espelho, olhar uns olhos decepcionados,….
E depois, muitas vezes voltar ao mesmo sítio, ao mesmo local, ver a mesma pessoa, ter de falar com essa pessoa, voltar e reencontar o mesmo ambiente, o mesmo cenário…..
Reagir…. Como se faz para Re Agir? Reagir é voltar a agir! Para voltar a agir, é preciso ter vontade de agir. E o mundo que nos rodeia, exigente, que não tolera a insatisfação, não tolera tristezas, que como uma criança mimada, quer-nos Lindos, Contentes, Sorrizinhos, Arranjados, Elegantes, Perfeitos, e todos nos pedem, “Vá reage, faz qualquer coisa, tens de melhorar! Lá estás tu com o teu péssimismo!…”. E para culminar, lá dizem a frase: “Não percebo, porque ficas assim, não é caso para isso!”. E nós, envolvidos num manto negro de tristeza, de amargos na boca, de nós no estomâgo, de dedos das mãos frios, de joelhos ligeiramente a quebrar, ficamos perplexos a olhar para aquela gente que nos diz: Que não é nada!”. Não é nada???! Mas não percebem, que para nós É TUDO.
Que houve uma derrocada de terras, por cima da nossa boca, que houve uma inundação de líquidos salgados, que nos deixou molhados de suores frios, que o nosso coração saltou, mexeu-se, como se de um sismo se tratasse e nos deixou com taquicárdia, que houve um corte a meio dos nossos pulmões, e os pôs a trabalhar em limites mínimos, que sentimos o sangue a parar nas veias e que fomos invadidos por um vento frio e quente, que levantou todas as areias no ar que nos sufocam e nos cegam? Pois, não vêem isto?Faltam as lágrimas? Ah, as lágrimas, as piegas lágrimas, que comovem os outros…..
Mas olhem, os decepcionados não choram por fora, choram por dentro! Choram, choram, choram, até ficar secos, como um solo africano, seco, ressequido, morto….
Deixem-nos enterrar uma decepção, como se de um corpo morto se tratasse, deixem-nos enviuvar, chorar aquilo que nunca acontecerá, que nunca iremos possuir, deixem-nos cair no chão (não nos levantem, por favor!), de pernas e braços abertos deixem-nos gritar, gritar muito para que saiam os espíritos malígnos que nos envenenam, deixem-nos enlouquecer, perder o juízo, falar sózinhos, deixem-nos sair para a rua de robe e chinelos como um velho senil, deixem-nos estar sós, desgrenhados e sem comer, deixem-nos fugir (não vão à nossa procura, por favor!) e se quisermos deixem-nos morrer.
3 de abr. de 2010
♥ CABE A VOCÊ...♥
Amanhã,
Você terá o direito de recomeçar,
Ou, apenas continuar o que lhe faz feliz!
Você terá opções...
Sempre teremos...
Tudo dependerá das escolhas que fizeres.
O sofrimento existe... É real!
Mas, sofrer é uma opção!
Quando a vida lhe presentear com lágrimas
Transforme-as...
Recomece!
Certamente, sua decisão
Estará amparada pelo Senhor da vida!
Cabe a você traçar o caminho
Que desejas seguir!
Lamentos ou esperança?
A decisão é sua...
Você terá o direito de recomeçar,
Ou, apenas continuar o que lhe faz feliz!
Você terá opções...
Sempre teremos...
Tudo dependerá das escolhas que fizeres.
O sofrimento existe... É real!
Mas, sofrer é uma opção!
Quando a vida lhe presentear com lágrimas
Transforme-as...
Recomece!
Certamente, sua decisão
Estará amparada pelo Senhor da vida!
Cabe a você traçar o caminho
Que desejas seguir!
Lamentos ou esperança?
A decisão é sua...
Assinar:
Postagens (Atom)
Ode a Mim! O Segundo Tempo começou
Agora neste momento entendo com maturidade essa boa fase que estou passando; eu estou feliz, muito feliz! Não ganhei na lot...
-
Agora neste momento entendo com maturidade essa boa fase que estou passando; eu estou feliz, muito feliz! Não ganhei na lot...
-
Semana cheia, corpo e mente cansados. Tento desligar e não consigo, fase interminável de dissabores. Depressão , você chegou? Tristez...
-
Tudo acaba com a rapidez de uma piscadela.. Nem vi quando você saiu, tão rapido foi e nem disse adeus... Não sei se ainda te verei, s...




